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| Edição: Ano LIX – n° 30961 |
Belém, Segunda, 14 / 03 / 2005
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Sambista paraense busca apoio para CD Aninha Portal, integrante do Clube do Samba, de João Nogueira, teve o projeto de seu álbum aprovado pela Secretaria de Cultura do Rio |
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A sambista paraense Aninha Portal acaba de ter o projeto de seu primeiro CD, “Mulher também é bamba”, aprovado pela Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro, onde reside há dez anos. Ela está em Belém em busca de patrocínio para a produção do disco. Considerada “Revelação Feminina do Samba” pela Associação dos Funcionários e Ex-Funcionários do Brasil Resseguros (Afirb), Aninha diz que jamais abandonou suas raízes. “Em todos os meus shows, seja no Rio ou não, a última música que canto é ‘Círio de Nazaré'. Não tem quem não goste”, enfatiza. Atualmente Aninha faz parte do Clube do Samba, criado por João Nogueira. |
Segundo o produtor Roberto Bittencourt, mais conhecido como Beto Kavaketta, o projeto já estava em pauta de aprovação há vários meses e só foi sancionado por conta do título que Aninha recebeu da Afirb. “Por Aninha ser pequena e magrinha, as pessoas não acreditam no seu talento. Mas quando ela sobe no palco e solta a voz, tudo muda”, diz Beto. |
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O CD será gravado, ainda esse ano, no Rio de Janeiro, seguindo o estilo samba de raiz, o chamado “samba crioulo”, com instrumentos de pau e corda. “Mulher também é bamba” conta com doze sambas inéditos de grandes compositores cariocas e duas regravações: “Círio de Nazaré” e “Seu Santo Destino”. |
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A idéia de produzir o primeiro álbum surgiu da participação da cantora no Festival Gastronômico Cultural Brasileiro, realizado em 2002, em Lima, capital do Peru, que rendeu a gravação de uma demo. “Pensei que fosse só fazer shows no evento, mas no final recebi o convite para a gravação. Fiquei muito feliz, até porque é uma forma de quebrar barreiras masculinas, principalmente porque não tenho jeito de sambista”, completa Aninha. |
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Desde que chegou em Belém a cantora não parou de fazer shows. Nessa maratona, Aninha já se apresentou na Casa dos Artistas e no Pagode do Pompilho, onde matou as saudades dos amigos e das rodas de samba paraenses. |
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Trajetória - Filha de Icoaraci, Ana Lúcia Ferreira Portal Bittencourt iniciou a carreira em 1993, como vocalista do grupo de samba Sol Maior. Em uma das participações do grupo no Festival Anual de Música, no Lapinha, Aninha obteve ótima colocação como intérprete, revelando-se no cenário do samba. |
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Dois anos depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi convidada a integrar o grupo Sorriso. Em 1997 conseguiu algo inédito: ser a única mulher a cantar no grupo Azulão, formado até então somente por oficiais do Corpo de Bombeiros. Um ano mais tarde, já no grupo Kavaketta, mostrou que também sabe compor e tocar percussão numa apresentação na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. O bloco é o berço do samba carioca, onde surgiram sambistas renomados como Almir Guineto, Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e o grupo Fundo de Quintal. |
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Em 1999, ainda no Cacique de Ramos, Aninha compôs e defendeu o samba-enredo no desfile dos blocos de embalo do carnaval carioca, realizado na avenida Rio Branco, vencendo o concurso. Nos anos seguintes, marcou presença em vários palcos cariocas, sempre acompanhada por músicos de peso que a ajudaram a fortalecer o seu trabalho. Ao longo desse percurso, viveu um momento inesquecível: há três anos, na Casa de Espetáculos da Mãe Joana, abriu o show de mestre Jamelão da Mangueira, acompanhada pelo grupo Regente. |
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